CONVERSANDO COM MOZART
Conferência com Carlos Otero

9 NOV 2013 | 16h00


Johannes Chrisostomus Wolfgang Theophilus Mozart nasceu a 27 de Janeiro de 1756 em Salzburgo. Menino prodígio, virtuoso do cravo desde os três anos e compositor desde os seis, foi um dos maiores génios de toda a História da Música. Morreu, em Viena, com apenas 36 anos, a 5 de Dezembro de 1791.

Uma vida difícil e uma facilidade – felicidade – quase inexplicável na composição das suas obras marcaram a vida do compositor. Desde cedo, sofrimento e felicidade caminharam lado a lado na vida daquele que foi um dos maiores génios de sempre da Música.

Ao mesmo tempo que jogava às cartas com os seus amigos Mozart era capaz de compor obras primas como D. Giovanni.  Dizia ele que "... tudo esta já composto na minha cabeça, em seguida é só copiar para a pauta... E isso é, o que mais me custa …".

Hoje em dia e graças às descobertas mais recentes feitas por alguns biógrafos, temos uma ideia mais nítida daquela que foi, para Mozart, uma vida de luta e de desgostos. Lutas contra aqueles que decidiam quem tinha e quem não tinha o direito de viver do seu trabalho. E o desgosto de sentir a injustiça de não ver reconhecido o seu talento, ao mesmo tempo que tentava defender-se, sem sucesso, das invejas, dos seus contemporâneos.
Que homem, de facto, era este por detrás do artista? Será esta, apenas, mais uma palestra sobre Mozart? Ou antes uma conversa com Mozart?

A resposta podemos procurá-la, duzentos e vinte e dois anos depois da morte do compositor, conversando com Carlos Otero, numa viagem que nos revela o homem por detrás do artista que foi Mozart.

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CARLOS OTERO nasceu em Lisboa e vive em Paris há 45 anos, onde desenvolveu a sua actividade como actor, cantor lírico e encenador de teatro e de ópera. Com mais de 3.200 representações públicas em palcos tão distintos como o Teatro Nacional Popular, o Théâtre de la Ville, o Théâtre Marigny, o Festival Lírico de Aix-en-Provence e o Festival de Avignon, Carlos Otero trabalhou ao longo da sua carreira com nomes tão distintos como a actriz Edwige Feuillère, o actor e encenador Georges Wilson, ou ainda Jerome Robbins, produtor, realizador e coreógrafo da Broadway, com quem apresentou, em 1969, no Théâtre Marigny, a comédia musical Violino sobre o Telhado. Realizou e encenou no Théatre des Champs Elysées, de Paris, o drama “Themos” de Mozart, assim como a ópera “A Flauta Mágica”, representações que foram saudadas pela crítica como “tendo conseguido transmitir o essencial do aspecto sobrenatural e maravilhoso das obras primas de Mozart”.

Licenciado em Musicologia pela Sorbonne, dedica-se actualmente à investigação musical e à encenação, e desenvolve o seu trabalho no sentido de transmitir a “boa mensagem” através da música.


Local: Palácio - Sala da Renascença
Acesso: Incluído nas condições de acesso à Quinta da Regaleira